Mula sem cabeça

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Mula-sem-cabeça é uma lenda do Folclore brasileiro.

mulher que perdia a virgindade antes de se casar se transformava em mula-sem-cabeça, como castigo, na noite de quinta para sexta-feira. No passado, diziam que “mulher que namorasse padre” tinha esse destino. Sai pelos campos soltando fogopelas ventas e relinchando, apesar de não ter cabeça. Seu encanto, segundo a lenda, somente será quebrado se alguém conseguir tirar o freio de ferro que carrega. Em seu lugar, aparecerá uma mulher arrependida.

Também há uma versão mais antiga ainda, que conta que em um certo reino, a rainha tinha a mania de ir certas noites ao cemitério, sem permitir que ninguém a acompanhasse. O rei, então, decidiu seguir sua mulher, secretamente, durante uma dessas saídas, e encontrou-a debruçada sobre uma cova, que abrira com as próprias mãos cheias de anéis,devorando o cadáver de uma criança, enterrada na véspera. O rei, então, soltou um berro horrível, e quando sua mulher viu que fora pega em flagrante, soltou um berro mais terrível ainda, se transformando assim na Mula-Sem-Cabeça.

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Negrinho do Pastoreio

Negrinho do Pastoreio é uma lenda afro-cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular naregião Sul do Brasil.

Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. “Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece”, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal e nada. Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver sua vítima, tomou um susto. O menino estava de pé, sem nenhum arranhão.O Negrinho pegou o baio e conduziu o resto da tropilha.

O Negrinho do Pastoreio é tido como protetor das pessoas que tenham perdido algo.

Sua imagem consiste em um cavalo com o menino negro montado.

Para agradecê-lo por algo que tenha sido encontrado, ou ainda, qualquer pedido que tenha se realizado, costuma-se acender uma vela, orar e oferecer/comprar uma planta ou flor.

É famosa a canção com letra de Barbosa Lessa em torno da lenda:
“Negrinho do Pastoreio
Acendo essa vela pra ti
E peço que me devolvas
A querência que eu perdi

Negrinho do Pastoreio
Traz a mim o meu rincão
Eu te acendo essa velinha
Nela está o meu coração

Quero rever o meu pago
Coloreado de pitanga
Quero ver a gauchinha
A brincar na água da sanga

E a trotear pelas coxilhas
Respirando a liberdade
Que eu perdi naquele dia
Que me embretei na cidade”.

Origem: Fim do Século XIXRio Grande do Sul.

Cabeça de Cuia

Cabeça de Cuia é uma lenda da região nordeste do Brasil, mais precisamente criada no estado do Piauí. Trata-se da história de Crispim, um jovem garoto que morava nas margens do rio Parnaíba. Sua familia era necessitada. Um certo dia, chegando para almoço, sua mãe lhe serviu, como de costume, uma sopa rala, comossos, já que faltava carne na sua casa frequentemente. Nesse dia ele se revoltou, e no meio da discussão com sua mãe, arremessou o osso contra ela, atingindo-a nacabeça e matando-a. Antes de morrer sua mãe lhe amaldiçoou a ficar vagando no rio e também como efeito da maldição, Crispim ficou com a cabeça muito grande, do tamanho de uma cuia, daí o nome “cabeça de cuia”. A mãe ainda lhe disse que sua pena perduraria até que ele se relacionase sexualmente com sete marias virgens. Dada essa lenda, muitas garotas antigamente evitavam lavar as roupas às margens do rio parnaíba.

Prefeitura de Teresina instituiu, em 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril.